Amor próprio

Amor próprio

Sempre me debati com a ideia, que algumas pessoas e alguns filmes transmitem, de que se eu me amar o suficiente a mim mesma, não vou precisar de encontrar alguém que me ame de volta.

Como sou alguém que acredita que a vida é mais bonita quando estou amar e a ser amada, sempre tive dificuldade em aceitar que, se um dia me amasse o suficiente a mim mesma, talvez deixasse de precisar de ser amada por outra pessoa. Isto nunca me fez sentido nenhum.

Em conversa com a minha querida amiga e spiritual sister Helena Morais Cardoso que é terapeuta de amor próprio perguntei-lhe:

O que é que é isso do amor próprio afinal? Como é que isso funciona? Fala-me sobre isso!

O que ela me disse é que desenvolver amor próprio não é o mesmo que desenvolver a capacidade de deixar de precisar de ser amada pelos outros ou deixar de querer ser amada por eles. Ter amor próprio não é o mesmo que dizer “Eu não preciso de ninguém porque me amo o suficiente”. Amor próprio pode passar por te tornares mais independente, se esse for o teu processo, mas não se limita só a isso.

Amor próprio, acima de tudo, é saber conhecer as minhas próprias necessidades e não ter medo de as nutrir da forma que for necessário, de as ir buscar onde elas estiverem, ou de as transmitir a terceiros.

Ter amor próprio é ter a capacidade de dizer que quero algo e não descansar enquanto não o tiver. É amar-me o suficiente para ser consciente das minhas necessidades e assertiva no processo de as alimentar.

Estou certa de que este processo pode e deve ser um portal de grande transformação para muitas pessoas e para mim mesma, em momentos em que nos perdemos de nós mesmos e deixamos de saber quem somos.

Já te aconteceu? A mim já me aconteceu.

Por isso, deixo-te estas questões:
– O que precisas agora para estares bem?
– Como podes obter isso?
– Qual é o primeiro passo?

E agora, vai lá buscar. Sê intransigente com as tuas necessidades. Se não fores tu a sê-lo, mais ninguém o será.

Tem um dia cheio de amor, por ti.

Jo 💙