Sobre o medo

Sobre o medo

O medo é uma emoção como outra qualquer. E tem uma função muito importante: alertar-nos e preparar-nos para algo que está prestes a acontecer e que merece que estejamos atentos.

Por isso, o medo é uma emoção fundamental para a nossa sobrevivência. E essa emoção faz um caminho. Um percurso. Ela surge da nossa intuição, dos nossos instintos, e depois é analisada pelos nossos pensamentos e posteriormente passa para o corpo. É no corpo que o medo se manifesta permitindo-nos reagir fisicamente àquilo que nos está a colocar em risco.

O problema é quando o medo deixa de ser uma intuição transformada em emoção, transformada em movimento e passa a ser um estado. O problema é quando o medo entra no corpo e não sai mais. O problema do medo é quando este passa a representar uma atitude, uma maneira de estar na vida. Quando sai da leveza dos nossos pensamentos e intuições e entra na densidade do nosso corpo para, de lá, nunca mais sair.

Esse é o momento em que começamos a definhar dentro da nossa zona de conforto. É o momento em que desistimos dos nossos sonhos. É o momento em que tomamos decisões que vão contra a nossa verdade. É o momento em que a razão deixa de existir e o histerismo ocupa o seu lugar. Esse é o momento em que começamos a perder o jogo da vida.

E o medo tem outra característica … é contagioso.

Não há rastilho mais veloz do que o transtorno visceral e espiritual causado pela contaminação pelo medo. Não há maior devastação do que aquela deixada pelo medo epidémico.

E para que o medo epidémico não te atinja só há três soluções:
𝐈𝐍𝐅𝐎𝐑𝐌𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎: Saberes tudo o que há para saber sobre o tema. Estudares em fontes fidedignas o que há a fazer, o que não há nada a fazer e como te podes preparar o mais possível. Isto faz-te sair do papel de vítima do processo para entrares no papel de alguém que ainda tem uma palavra a dizer sobre o assunto e sobre a forma como vai ser afetado por ele.
𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎: Tomares medidas, primeiro pequenas, depois maiores para conseguires passar através do túnel do medo e saíres de lá vivo. Atenção, a única forma de ultrapassar o medo é através dele. Aliás, poderia dizer que o medo não se ultrapassa, atravessa-se. Para deixares de sentir o medo, tens de te sujeitar a senti-lo. Uma vez que já o viveste e sobreviveste, já não és vítima dele.
𝐒𝐄𝐏𝐀𝐑𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎: Isolares-te de todas as fontes de contágio pelo medo epidémico. Não estares com pessoas que te podem contagiar com o medo epidémico. Não leres artigos sensacionalistas cuja função é apenas essa, contagiar-te. Não estares presente em eventos, locais e situações que florescem quando o teu medo epidémico aumenta. Protege-te desses contágios e rodeia-te apenas de pessoas que têm o mesmo que tu … medo saudável.

Ah, claro … e não te esqueças de lavar as mãos 😉

Jo 💙