Por agora digo “não” ao caminho

Por agora digo “não” ao caminho

Esta semana voltei a relembrar-me de uma aprendizagem muito importante e que teimo em esquecer ou ignorar. A lembrança veio por parte de uma amiga de longa data com quem tive a oportunidade de trabalhar recentemente num dos meus cursos e numa sessão de coaching também.

Às vezes, virar as costas à oportunidade de nos desafiarmos, de nos superarmos, e simplesmente dizer:
“Eu não estou disponível, agora, para fazer o caminho que teria de fazer para chegar lá onde eu gostava de chegar”, é a decisão mais corajosa, mais humilde e mais madura que se pode tomar.

É também uma decisão libertadora porque frequentemente ficamos tempos infinitos agrilhoados naquele limbo torturador entre fazer e não fazer, avançar e não avançar, desafiar-nos e não nos desafiar, quando a coisa certa a dizer seria simplesmente: “Eu não quero isto para mim agora”.

Porque todas as decisões transformadoras representam apenas o início de um caminho que se pode fazer longo. Depois da decisão vem o passo a passo, vem a subida da montanha, vêm as dores de crescimento e vem também a morte de quem em tempos fomos e vamos deixar de ser.

E … isto é muito importante … NEM SEMPRE É O MOMENTO PARA ISSO. Às vezes é momento para aceitares que tens este desafio na tua vida e que simplesmente não queres ultrapassá-lo por agora. Não estás para isso. E está tudo bem se assim for.

Tomei poucas vezes uma decisão deste género na minha vida. A minha casmurrice espiritual tira-me a maturidade necessária para me aperceber mais vezes de que chegou o momento para dizer que não quero tentar mais. Mas das vezes que essa maturidade surgiu, foi um alívio.

Sempre olhei para o “baixar dos braços” como uma derrota. Mas nesses momentos em que a minha maturidade foi mais forte, e agora com a minha amiga de longa data, volto a perceber isto:
Dizer que não ao caminho, por vezes, é o melhor caminho.

Mais um paradoxo a ser integrado ☯️
A vida é mesmo bela ☺️

Boa semana!
Jo 💙