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Diferença entre saber algo e SABER algo

Diferença entre saber algo e SABER algo

Nos últimos meses tenho tido várias experiências que me têm dado ainda mais consciência da diferença entre saber alguma coisa cognitivamente e realmente compreendê-la profundamente.

Vou dar-te um exemplo:
Há uns anos atrás vivi um pequeno conflito que me trouxe um momento de clareza em que percebi, pela primeira vez na vida, que não era perfeita ? eu sei que parece absurdo, mas lê até ao fim.

Toda a minha vida, na minha cabeça, se eu estivesse a fazer sempre a coisa “certa” a todo o momento, estaria a ser perfeita, ou o mais “perfeita” possível. Ou seja, como pessoa não era perfeita, porque ninguém o é, mas o meu comportamento poderia ser.

Nesse dia percebi que, apesar de me esforçar imenso a toda a hora, mesmo que eu estivesse a fazer tudo “bem”, “sempre”, mesmo assim, não era perfeita.

Se eu “sabia” que não era perfeita? Claro que sim! Mas foi uma consciência que saiu do racional e entrou nas células do meu corpo por causa duma experiência. Foi uma nova consciência sobre um assunto antigo. Foi uma ampliação do conceito, como se tivesse ganho outras dimensões.

Muitas vezes falo com pessoas que me pedem para as ajudar nesta ou naquela área de vida e quando lhes digo o que estou a ver, respondem-me:
“Ah, mas eu tenho noção disso!”

Podes sempre ter “noção” das coisas, mas até elas se revelarem nos teus resultados, então é possível que não tenhas percebido esse conceito nas dimensões necessárias que precisas de perceber. Talvez haja mais camadas acerca disso que precises de desvendar.

Como se tivesses lido os livros todos sobre como conduzir um automóvel. Isso oferece-te a total noção de como operar o veículo. Mas só depois de ires para trás do volante é que integras completamente a consciência desse conhecimento racional.

No outro dia estava à conversa com uma amiga sobre uma área de vida em que ela tem muito melhores resultados do que eu e disse-lhe: “Eu tenho uma sensação clara de que quando tu olhas para este assunto estás a ver coisas que eu não vejo.”

Por isso, se estamos fartos de ter um resultado de que não gostamos numa determinada área de vida, é possível que haja coisas que ainda não estamos a ver. É possível que haja coisas que ainda não percebemos de maneira suficientemente profunda. É possível que haja uma diferença entre o saber que temos e o saber que precisamos de ter.

Só vamos desvendar esses mistérios e ver mais além se tivermos a humildade de ir à procura.

Obrigada por teres lido até ao fim ? tem um dia bonito cheio de consciências novas sobre assuntos velhos.

Jo ?

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